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CARREIRA PROFISSIONAL
ESPAÇO CULTURAL NICO ROSSO
CITAÇÕES NA MÍDIA
TRABALHO ACADÊMICO
PESQUISA DA VIDA E OBRA
CONTATO E CRÉDITOS

Nicola Rosso nasceu em Turin, na Itália, no dia 19 de julho de 1910.

Ainda pequeno, sua verdadeira paixão, o desenho, levou-o a Academia Albertina de Turin. Tempo depois, estudou retrato com os mestres Giácomo Grosso e Giovanni Reduzzi. Sua incansável busca pelo aperfeiçoamento das técnicas de desenho levou-o a viajar pela França por dois anos.

Trabalhando em todos os setores das artes gráficas foi considerado um destacado profissional em seu país. Lecionou Ilustração e História do Traje na Escola de Artes Gráficas Bernard Semeriz.

Tocando bateria num baile conheceu Tina Billi, com quem se casou aos vinte dias de setembro de 1937. Tiveram apenas dois filhos, Gianluigi Rosso e Valeria Rosso.

Tendo a guerra devorado quase que totalmente seus bens, transferiu-se para o Brasil, chegando ao Porto de Santos no dia 03 de outubro de 1947, contratado para dirigir o Departamento de Artes da Editora Brasilgráfica. Sua família chegou logo após, no dia 09 de abril de 1948.

Logo depois, iniciou sua carreira autônoma como ilustrador, capista e quadrinhista colaborando com inúmeras editoras e trabalhando em quase todos os gêneros de quadrinhos como histórico, infantil, humor, terror, entre outros. Trabalhou também na Escola Panamericana de Artes, sendo integrante do corpo docente fundador da instituição.

Sofre sérios problemas de saúde no ano de 1976, decorrentes do desabamento e da inundação de seu estúdio, causados por problemas de infiltração de águas pluviais em terreno anexo de propriedade de uma companhia energética. Este incidente, acarreta a perda de quase todo seu acervo bibliográfico, consumindo também exemplares de sua obra.

Em decorrência deste eposódio, sofre derrame cerebral e depois infarto. Assim sendo teve que abandonar o trabalho de quadrinhista e de professor, vindo a aposentar-se logo em seguida. Canhoto de nascença, desenvolveu habilidades de ambidestrismo durante sua vida profissional, fato este que, mais tarde, permitiu retomar o desenho no pontilhismo.

Após três infartos, dá suas últimas pinceladas na véspera do dia 01 de outubro de 1981.

Sua obra continua sendo citada e homenageada em diversas mídias, sendo objeto de pesquisa em teses de mestrado e livros.



Nico Rosso, sua esposa Tina e seus filhos Gianluigi e Valeria. (1945)